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terça-feira, 19 de julho de 2016

Não tempere sua salada


Confrades da blogosfera saudações!!!

Vocês devem estar se perguntando, que diabo é isso de não temperar a saladinha do almoço que o Noimon escreveu aí....
Calma amigos já explico. Isso me veio à mente devido a uma situação que ocorreu no meu almoço então vamos lá.
Almoço na empresa em que trabalho e consequentemente converso com os colegas do almoço durante o momento, eis que um me oferece um molho de pimenta lá, então disse que não queria e continuei almoçando normalmente...


Almoçando normalmente...

Lembrei que “temperar a comida” era um assunto familiar, já tinha lido sobre isso em algumas literaturas bastantes peculiares. Uma delas foi no Bhaghavad Gita, (o livro sagrado hindu) e a outra foi em algum escrito do Filósofo Epicuro, já falei dele aqui...
Grosso modo as duas obras dizem que temperos na comida devem ser evitados pois aprisionam o comportamento àquela situação, ou seja, se você come uma carne com determinado molho e gosta, obviamente se comê-la sem o molho você não vai achar tão bom assim.
Mas qual a ideia principal embutida nisso? Não amigo, não precisa jogar os shoyo, as pimenta e os sal tudo fora na sua cozinha não hahaha (Mas não são tão saudáveis assim, ok?). Mas isso nos mostra que uma vida baseada em relação ao acúmulo de infinitas coisas diferentes é prejudicial, pois você sempre vai ficar querendo superar determinadas coisas que não fazem sentido algum, por exemplo: Você entra num carro foda e o dirige por um mês... Cabô... se você não tiver resiliência mental o suficiente, você fará malabarismos para comprar aquele carro... “Ah mas eu financio a metade...” “Vendo minha casa...” “Pego dinheiro com minha tia...” Enfim vai fazer merda!


Você felizão com o carrão financiado...

Percebam que o comportamento fica condicionado a certas coisas. E se você não tiver consciência o bastante, provavelmente você se tornará escravo de alguma coisa, ou seja, o antídoto é esse: Refletir antes de fazer certas coisas. “Vou andar neste carro, mas ele está fora de minhas possibilidades, me resguardarei apenas a isso. ” “Vou viajar pra Bariloche nessas férias, porém tenho total consciência de que não voltarei lá ou procurarei um lugar mais foda que COLOQUE EM RISCO MEU DINHEIRO, MEU PATRIMÔNIO, MEU TEMPO...
Então é isso, refletir antes de fazer certas coisas, principalmente se isso for comportamento da manada... “Aiinnnn mas tá todo mundo fazendo e tal...” FODA-SE...



Som da Semana (Não seja o manginão do vídeo):




Abraço a todos!!!
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domingo, 31 de janeiro de 2016

Livros Interessantes - Parte 2

Carta sobre a felicidade - Epicuro      


      Senhores, dando continuidade a série de livros que contém dicas valiosas para a vida de modo geral, hoje pretendo falar sobre um pequeno livro - na verdade o termo carta é mais adequado - do filósofo grego Epicuro, fundador do Epicurismo e da escola grega de filosofia "O Jardim".
      A carta em questão é chamada "Carta sobre a felicidade (a Meneceu)". Esse texto contém vários pressupostos que segundo Epicuro fariam o ser atingir a felicidade. Primeiramente, devemos dialogar sobre o que ele considerava como felicidade, o que era ser feliz para Epicuro? 
      Bem, a ausência de dor física e não ter a alma perturbada pelas questões mundanas era a sua definição de felicidade. Analisando a obra vemos que Epicuro foi o pai da Frugalidade, pois para atingir a felicidade o homem deveria abrir mão dos desejos, mas não quaisquer desejos, e sim aqueles que provocariam demasiada angústia para serem alcançados. Epicuro define os desejos em três categorias: Os naturais e necessários, os naturais e não necessários e os supérfluos. Sendo assim, os naturais e necessários seriam as necessidades básicas de todo ser humano, como comer e dormir, os naturais e não necessários seriam aqueles que figurariam como variações de prazer, mas que o ser humano conseguem viver sem, por exemplo, o sexo. E os não naturais ou supérfluos seriam os verdadeiros responsáveis pela angústia da alma, dada a sua necessidade de posterior superação.
      Podemos ilustrar essas condições na sociedade de hoje: O ser humano é um pêndulo que vai do desejo ao tédio, como nos informou Schopenhauer, quando não temos uma coisa nós a desejamos, quando a temos, fatalmente nos entediaremos dela, e procuraremos superá-las. Daí vem a angústia, ou seja, ficamos mais exigentes e nossos desejos mais difíceis de conseguir. Veja um exemplo: O sujeito mediano deseja comprar um carro popular. Se endivida, fica dependente de um emprego, adquire responsabilidades, enfim, essa aquisição propicia vários fardos que o sujeito terá de carregar. Concretizada a compra, um tempo depois, está o sujeito entediado com o carro, o carro não desperta mais as emoções que despertara quando ele comprou. Ele vê seus amigos trocando de carro; a indústria, sabidamente planeja a obsolescência do modelo do seu carro de forma que, antes mesmo de quitá-lo o sujeito já esteja em agonia para trocá-lo por um modelo superior...
      Esse exemplo pode ser contextualizado em situações diversas, como o do sujeito que come um prato sofisticadíssimo como o "Camarão da Baía de Guaratuba com Linguini fresco e azeite de oliva português Cortes de Cima", harmonizando com o "Champagne Cristal Louis Roederer Brut 2002". Vejam como é complicado satisfazer o gosto desse sujeito, pois se trocar o ano do champagne já estraga o prato, diferentemente do outro que é feliz comendo o podrão do seu Zé com Coca-Zero, infinitamente mais fácil de conseguir - embora nada saudável. Percebam como o ser humano vai perdendo dinheiro, sono, liberdade para satisfazer desejos cada vez mais esdrúxulos e supérfluos, e que o tornam mais egoísta e individualista, na tentativa de ser o único, o diferente, o sofisticado...
      Pois bem, finalizo com um trecho da famosa Carta que diz: "Tudo que é natural é fácil de conseguir, difícil é aquilo que é inútil...."


Abraço a todos!
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Livros Interessantes - Parte 1

 Aforismos para a sabedoria de vida - Arthur Schopenhauer


       Senhores, motivado pelo post do Reinserido na Matrix que deu ótimas dicas de livros, resolvi começar uma série de postagens abordando alguns livros que já, reli, estou lendo e vou ler; pretendo fazer um pequeno resumo de cada um deles para que os leitores possam se interessar e assim focar no desenvolvimento pessoal através da leitura. Livros - e outros tipos de leitura - são de extrema importância pois podem revelar situações que talvez não enxergaríamos sem a ajuda deles...
       Bom o primeiro livro que gostaria de tratar aqui é do filósofo alemão Arthur Schopenhauer que é conhecido pelo seu pessimismo filosófico. Com o título de "Parerga e Paralipomena", esta foi uma das obras mais famosas de Schopenhauer e nela existe um capítulo denominado "Aforismos para a sabedoria de vida" - que foi publicado como um "livro" -, em que ele já visualizava uma espécie de "matrix" do comportamento humano. Neste capítulo foram publicadas várias dicas sobre como o homem deve se portar perante a sociedade e observar certos comportamentos dos homens ao seu redor, Schopenhauer tem grandes sacadas sobre diversos temas, por exemplo, ele aborda conceitos de fortuna, frugalidade e patrimônio, que tanto discutimos aqui na blogosfera, dentre esses está uma passagem em que ele explica por que o trabalho da sociedade tem valor diferente entre as mais diversas ocupações... Ele também cita vários pontos que nos amarram nessa vida e que funcionam como verdadeiras prisões. "[...] Porque é uma vantagem inapreciável possuir uma fortuna, ainda quando não baste mais que para permitir viver comodamente, só e sem família, em uma verdadeira independência, isto é, sem ter necessidade de trabalhar [...]" (SCHOPENHAUER, 1851). 
       E mais adiante neste mesmo livro, ele critica a morosidade daqueles que se acomodam no mundo e não utilizam suas potencialidades para fazerem a diferença e que, consequentemente, acabam sendo inundados pelo tédio e procuram saná-lo através de coisas supérfluas. Coisa que vemos no mundo atual em que a manada sai em desespero para satisfazer a miséria que as acomete ao longo da vida. Então para Schopenhauer devemos ser sui juris (senhor de si), e poder dizer a cada manhã, a cada dia "a jornada é minha", depende de mim, nós não venceremos rastejando aos pés de patifes desprezíveis, como disse Voltaire.
       Bem senhores não vou me alongar mais neste ponto do livro em que Schopenhauer claramente versa sobre a Independência Financeira, posteriormente quero escrever sobre outro ponto deste livro que trata dos relacionamentos e mulheres na visão dele.


Abraço a todos! - Sui Juris...

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